quinta-feira, 26 de maio de 2011

Milton com Clarice



"Mas vê, meu amor, a verdade não pode ser má. A verdade é o que é."C.L.
A luz do dia a contemplar teu corpo / Vamos, caminhando pelas ruas de nossa cidade / tenha fé no nosso povo que ele insiste / Falo assim sem saudade, Falo assim por saber / Alertem todos alarmas / Um fogo queimou dentro de mim, Que não tem mais jeito de se apagar / Hoje essa vida só cabe, na palma da minha mão / Vida breve, Natureza, Quem mandou, coração? / Preciso aprender os mistérios do mundo pra te ensinar / Eu preparo uma canção em que minha mãe se reconheça / Quem vai impedir que a chama saia iluminando o cenário / Já foi lançada uma estrela pra quem souber enxergar / Tenho nos olhos quimeras, com brilho de trinta velas, do sexo pulam sementes / Quem vai evitar que os ventos batam portas mal fechadas? / Que distância tão sofrida, que mundo tão separado / Meus gritos afro-latidos, implodem, rasgam, esganam / O que foi feito amigo de tudo que a gente sonhou / Falo assim sem tristeza, falo por acreditar / A verdade não pode ser má. A verdade é o que é / Sendo assim não leva a mal para de machucar quem sempre te amou e já não tem razão de duvidar, tanto / Tentar compreender quase não falar mais e nem preciso perdoar, me xinga, me deixa, me cega, mas vê / Uma força que nos alerta / É o som, é a cor, é o suor / Que bom, amigo, poder dizer o teu nome a toda hora / Se um dia você for embora, não pense em mim, que eu não te quero meu, eu te quero seu / Já foi lançada uma estrela, pra quem quiser alcançar e andar abraçado nela / Sendo assim melhor parar, cuida pra não cegar e nem perceber, que já não tem razão pra me deixar, tonto / É ficou assim, caiu no ar, é passou assim, não quer passar, não para de doer e não vai parar mais / A verdade não pode ser má. A verdade é o que é. / Clareia manhã, o sol vai esconder a clara estrela, ardente / Horizonte perdido no meio da selva / Canoa canoa desce / Um rio passou dentro de mim, que eu não tive jeito de atravessar, Preciso um navio pra me levar, preciso aprender os mistérios do rio, pra te navegar / Mas vê, meu amor, a verdade não pode ser má. A verdade é o que é. / Entre dentes, entre dedos, no meio destas bananas, os meus ódios e os meus medos / E daí? E daí? E daí?

2 comentários:

Leitores do Mira disse...

Tem dias que/quero ir-me embora pra estrela/que vi luzindo no céu/e rir meu riso/e derramar meu pranto/a morte vem de longe/do fundo dos céus/virá para os meus olhos/virá para os teus/mas a verdade não pode ser má/ a verdade é o que é.
Vinicius com Clarice
Abraço e saudade,
Adri.

Carlos Eduardo Leal disse...

Olá Adri,
Pegaste direitinho na veia, né?
Clarice combina com tudo, com todos e também com ninguém.
Bjs